História do Puma

Em 1970 o PUMA GT 1500 era exposto pela primeira vez num evento internacional, a Feira Ibero-Americana de Sevilha, na Espanha e, no mesmo ano, teve sua cilindrada aumentada para 1600 - conhecido como 1600 GTE - no modelo básico, ficando como opcional motores de 1700, 1800, 1900 e 2000. Para 1971 a fábrica lançou o 1600 GTS, conversível, fazendo a produção atingir 323 unidades, com 484 em 1972 e 769 em 1973, ano em que a PUMA vendeu know-how direitos de construção de seu veículo à Bromer Motor Assemblies, que passou a construir os esportivos sob licença no mercado da África do Sul.
Protótipo do PUMA GTO 1970 - depois se transformou em GTB

Ainda em 1972 foi apresentado ao público o PUMA GTB (ex protótipo GTO) , equipado com motor Chevrolet de seis cilindros em linha e 4.100 cm3. O primeiro GTB tinha 4,3 m de comprimento, pesava cerca de 980 kg e era capaz de desenvolver 180 km/h com seu motor de 140cv, mas os planos da empresa não paravam por aí, pois já estava em estudos a construção de um carro popular, o mini-PUMA. Em 1973 a Puma foi ao Salão de Londres e apresentou o modelo GTE, mas a iniciativa sofreu um efeito colateral inesperado: a Ford alemã resolveu processá-la, alegando ter o registro do nome PUMA na Alemanha, um mercado em potencial para a empresa brasileira. A verdade é que a Ford inglesa havia adquirido uma fábrica de nome Puma Power Plat, fabricante de turbinas e geradores elétricos. Assim, o possível processo não deu em nada, apenas ajudou a Puma a se promover internacionalmente. As instalações do Ipiranga já se preparavam para o lançamento do primeiro caminhão da marca em 1974 e, neste ano, a Puma teve seu maior índice de vendas, comercializando mais de mil carros, o que valeu sua entrada na Anfavea e no Sindicato da Indústria Automobilística. Era o momento propício para o lançamento do Mini-Puma, já que a crise do petróleo era uma realidade e o pequeno carro de 650 cm3 (meio motor VW 1300) e dois cilindros - que fazia 20km/litro, seria uma opção bastante viável.
O protótipo do Mini-Puma que foi "engavetado"

Mas o projeto não deu em nada devido, entre outros, aos grandes empréstimos em dólar necessários para viabilizar a produção. Em 1975 a Puma já produzia cerca de três mil carros por ano, exportando seus esportivos para os Estados Unidos, Canadá, Europa e América Latina. A empresa tinha 700 empregados, distribuídos em suas duas instalações: uma dedicada à fabricação de esportivos, e outra para a fabricação do caminhão PUMA 4T Diesel. Tudo corria muito bem para a Puma até que um lote de 200 carros enviados para os Estados Unidos foi devolvido, dando início à derrocada da empresa. Isso aconteceu por que os carros não eram modelos que haviam sido homologados em relação a segurança. Em 1980 a fábrica parou de recolher impostos e obrigações trabalhistas, além de não pagar seus mais de 130 fornecedores, numa maré de azar que foi completada por incêndios e inundações. No Brasil foi lançado em 1979, o PUMA GTB Série II - com novo desenho - e, em 1980, o P-018, na verdade uma reestilização do GTE, com suspensão dianteira e traseira da Variant II.
O P018 foi desenvolvido pela Puma para aos poucos substituir as versoes GTI, GTC, ele foi projetado no início de 1981 e era o projeto número 18 da Puma, dai seu nome ter ficado como Puma P 018, ( P, de projeto). No início os veículos seriam montados com suspensão dianteira Macperson (igual a da Variant II ), Motor 1.7 a ar, comando P2 , dupla carburação Solex 40 (herança do PumaKit, lembram?), suspensão trazeira com homocineticas (iguais a da Kombi), caixa de câmbio com relações mais longas, tanque de combustível central (deixando espaço na frente para estepe e bagagens) e um ítem diferente até os dias de hoje, as rodas dianteiras possuem aro 14 tala 6 e as trazeiras aro 15 tala 7 com um desenho exclusivo, parecido com as rodas da GTB S2 , alguns ítens de conforto como Ar Condicionado, Ar quente, vidros eletricos.

PUMA GTB S2 1978


Infelizmente nem todos os veiculos foram montados com todas estas inovações, às vezes por problemas técnicos, às vezes por motivo de custo, pois sua faixa de preço ficava entre a Puma GTC e a GTB. Foram produzidos menos de 50 veículos entre 1981 e 1985, quando em marco a fábrica fechou definitivamente em São Paulo. Quando a Araucária Veíiculos de Curitiba comprou os direitos para produzir os veiculos Puma, ela montou algumas P018 com o nome de AM1, e AM2 (conversíivel). Logo a Alfa Metais assumiu a fábrica e montou estes veículos com Chassi Monobloco em Fibra e Motor AP 1.8 traseiro, com algumas modificações no projeto inicial e batizou de AM3 e AM4 respectivamente.
Dois anos depois os modelos tradicionais receberam outros retoques - como novos pára-choques e lanternas, sendo rebatizados de GTC e GTI - e a idéia do Mini-Puma ressurgiu, desta vez sob a forma do Daihatsu Cuore, que seria fabricado aqui sob licença
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Só que de novo o projeto foi engavetado, devido ao enorme acúmulo de dívidas.
Em 1984 a produção caiu para 100carros/ano e, em dezembro, a Puma pediu concordata. Quando todos pensavam que haviam sido encerradas suas atividades, a Araucária Veículos, do Paraná, voltou a produzir os modelos da marca. A Araucária não conseguiu acabar com os problemas da Puma, pelo contrário, e a marca foi vendida para a Alfa-Metais, também do Paraná, que relançou o GTB como AMV e os modelos pequenos como AM3 e AM4 com motor VW "a água" . A primeira iniciativa da Alfa-Metais foi "limpar" o nome PUMA com seus fornecedores, inclusive a Volkswagen, que tinha a empresa em sua lista negra, devido ao não pagamento de um lote de motores. Assim o Puma produziu mais 36 unidades do AMV até meados de 1989, e com a chegado dos importados, em 1991, a produção dos esportivos foi mais uma vez interrompida. Assim, fica a pergunta: será que algum dia o PUMA voltará a rugir?Provavelmente não. Deste modo, resta aos seus admiradores apenas duas possibilidades: restaurar as unidades remanescentes e conservar os modelos da marca, perpetuando a lendária imagem da "fera das pistas".